{"id":220,"date":"2020-11-24T08:30:21","date_gmt":"2020-11-24T08:30:21","guid":{"rendered":"https:\/\/aa.academiagalega.org\/?p=220"},"modified":"2020-11-24T08:30:21","modified_gmt":"2020-11-24T08:30:21","slug":"estrategia-internacional-politica-internacionalista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aa.academiagalega.org\/index.php\/2020\/11\/24\/estrategia-internacional-politica-internacionalista\/","title":{"rendered":"Estrat\u00e9gia internacional. Pol\u00edtica internacionalista"},"content":{"rendered":"<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">\u00c9 sabido que nenhuma hist\u00f3ria come\u00e7a pelo princ\u00edpio e a nossa com o espa\u00e7o da CPLP tamb\u00e9m n\u00e3o. Da parte galega contamos com a contiguidade geogr\u00e1fica e a continuidade da rela\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica com Portugal e com a realidade de suportar uma pol\u00edtica lingu\u00edstica que procura, com uma agressividade mais ou menos expl\u00edcita, limitar ao m\u00e1ximo os usos sociais da l\u00edngua da Galiza, ou garantir a supremacia incontest\u00e1vel do castelhano, que vem dar ao mesmo. Do outro lado, o portugu\u00eas foi l\u00edngua de imp\u00e9rio e a sua implementa\u00e7\u00e3o (<\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><i>status <\/i><\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">legal, usos sociais e padroniza\u00e7\u00e3o) foi diversa, nos s\u00e9culos e nos territ\u00f3rios. Para al\u00e9m disso, o imp\u00e9rio portugu\u00eas, como imp\u00e9rio mar\u00edtimo, foi geograficamente descont\u00ednuo, pelo que os diversos territ\u00f3rios que t\u00eam o portugu\u00eas como l\u00edngua oficial pertencem, cada um, a espa\u00e7os geopol\u00edticos diferentes, cada um com as suas pr\u00f3prias heran\u00e7as, interesses e alian\u00e7as.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">Para pensarmos os caminhos da l\u00edngua \u00e9 conveniente dar aten\u00e7\u00e3o a outras for\u00e7as em tens\u00e3o que s\u00f3 se conseguem descortinar com uma an\u00e1lise pol\u00edtica feita com perspetiva internacional, como as heran\u00e7as do per\u00edodo colonial, a constru\u00e7\u00e3o da desigualdade em fun\u00e7\u00e3o da ra\u00e7a, as ideologias, e, n\u00e3o menos importante, as discuss\u00f5es sobre quais as l\u00ednguas de ci\u00eancia e quais os paradigmas de busca da verdade aceit\u00e1veis, sobre o que o soci\u00f3logo Boaventura de Sousa Santos chama \u201co fim do imp\u00e9rio cognitivo\u201d. No espa\u00e7o da l\u00edngua portuguesa temos cada vez mais presente a pluralidade e diversifica\u00e7\u00e3o da l\u00edngua<a class=\"sdendnoteanc\" href=\"#sdendnote1sym\" name=\"sdendnote1anc\"><sup>i<\/sup><\/a>, mas tamb\u00e9m o refor\u00e7o de op\u00e7\u00f5es isolacionistas em Brasil e em Portugal e a descontinuidade das pol\u00edticas internacionalistas institucionais, do Brasil e do IILP. Devemos ainda considerar a emerg\u00eancia dos padr\u00f5es lingu\u00edsticos africanos do portugu\u00eas quarenta e cinco anos passados sobre as independ\u00eancias, gra\u00e7as em parte \u00e0 consolida\u00e7\u00e3o dos sistemas de ensino quase ausentes para a generalidade da popula\u00e7\u00e3o africana durante o per\u00edodo colonial. Cumpre lembrar que se prev\u00ea um aumento percentual dos falantes africanos de portugu\u00eas nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas e a diminui\u00e7\u00e3o dos falantes das variantes europeia e brasileira, fen\u00f3meno que ter\u00e1 um impacto na j\u00e1 secular bipolaridade luso-brasileira. Tamb\u00e9m, neste contexto internacional, devemos estar atentos \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o das ideologias e dos movimentos, ao ecolinguismo e a ecologia, sem mais, como via para nos perguntarmos como nos relacionamos com os territ\u00f3rios: com a media\u00e7\u00e3o do conceito de na\u00e7\u00e3o? da m\u00e3e-terra? com as muitas grada\u00e7\u00f5es da met\u00e1fora do nascimento aplicado \u00e0 perten\u00e7a? E sobretudo precisamos do aux\u00edlio de variadas disciplinas, n\u00e3o s\u00f3 a Lingu\u00edstica, para compreender que papel t\u00eam as l\u00ednguas na constru\u00e7\u00e3o da desigualdade social ou na sua corre\u00e7\u00e3o. <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-222 alignright\" src=\"https:\/\/aa.academiagalega.org\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Politicas-linguisticas.jpg\" alt=\"\" width=\"294\" height=\"418\" \/>O livro <\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><i>Pol\u00edticas lingu\u00edsticas em portugu\u00eas<\/i><\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><a class=\"sdendnoteanc\" href=\"#sdendnote2sym\" name=\"sdendnote2anc\"><sup>ii<\/sup><\/a> \u00e9 uma ajuda para compreender estes processos, em especial para conhecer as l\u00f3gicas locais dos pa\u00edses africanos de l\u00edngua oficial portuguesa, as continuidades hist\u00f3ricas, os fen\u00f3menos emergentes e os paradigmas ideol\u00f3gicos ou ideias soltas com diferentes graus de cristaliza\u00e7\u00e3o que podem condicionar, orientar ou fazer fracassar as pol\u00edticas lingu\u00edsticas dos oito pa\u00edses da CPLP e o territ\u00f3rio aut\u00f3nomo de Macau sobre os que o livro se debru\u00e7a. Os organizadores do livro invocam na nota introdut\u00f3ria o marco hist\u00f3rico dos quarenta anos passados em 2015 sobre as independ\u00eancias dos pa\u00edses africanos de l\u00edngua oficial portuguesa. Ainda que tal objetivo n\u00e3o seja expl\u00edcito, a escolha tem o m\u00e9rito de p\u00f4r o foco na estreita liga\u00e7\u00e3o entre o destino das l\u00ednguas do espa\u00e7o da CPLP e as empresas pol\u00edticas. Al\u00e9m disso, o volume tem o grande acerto da autoria coletiva, o que d\u00e1 a possibilidade de um relato mais vivo e imediato sobre o panorama lingu\u00edstico dos variados territ\u00f3rios em que o portugu\u00eas \u00e9 l\u00edngua oficial, das l\u00f3gicas locais sobre as que a internacionaliza\u00e7\u00e3o do portugu\u00eas incide. De entre a variedade de temas abordados nos diferentes artigos destacamos os que nos parecem mais interessantes para quem trabalha numa estrat\u00e9gia internacional para a l\u00edngua da Galiza:<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">&#8211; A heterogeneidade da presen\u00e7a e usos do portugu\u00eas em cada territ\u00f3rio. Em S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe o portugu\u00eas, na sua variedade vernacular, \u00e9 a L1 dos s\u00e3o-tomenses no per\u00edodo p\u00f3s-independ\u00eancia, caso \u00fanico entre as antigas col\u00f3nias portuguesas em \u00c1frica. Em Cabo Verde n\u00e3o existe uma variedade local do portugu\u00eas e o crioulo \u00e9 a L1 da generalidade da popula\u00e7\u00e3o. Em Angola o portugu\u00eas continua a ser a L2 de boa parte da popula\u00e7\u00e3o, mas na atualidade, com o final da guerra civil, o retorno das popula\u00e7\u00f5es das periferias urbanas para as zonas rurais e a escolariza\u00e7\u00e3o, d\u00e3o-se as condi\u00e7\u00f5es para a acelera\u00e7\u00e3o do processo de mudan\u00e7a lingu\u00edstica para o portugu\u00eas. Em Angola, como em Mo\u00e7ambique, onde o portugu\u00eas tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 a L1 da maioria da popula\u00e7\u00e3o, o estado independente considerou que o<\/span> <span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">portugu\u00eas como l\u00edngua oficial assegurava a \u201cunidade nacional\u201d e era uma arma de combate ao tribalismo e ao regionalismo. Guin\u00e9-Bissau, que no per\u00edodo colonial era referida como a \u201cBabel negra\u201d, conta com uma minoria de falantes de portugu\u00eas, uma grande quantidade de falantes de kriol e uma grande variedade de l\u00ednguas faladas maioritariamente pela popula\u00e7\u00e3o rural.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">&#8211; A precariedade ou aus\u00eancia de legisla\u00e7\u00e3o em mat\u00e9ria de pol\u00edtica lingu\u00edstica. Em Cabo Verde depois de tantos anos de independ\u00eancia continua a haver falta de pol\u00edticas diferenciadas para a valoriza\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento do portugu\u00eas e do crioulo, que garantam, pelo desenvolvimento da consci\u00eancia lingu\u00edstica que o ensino formal permite, que a popula\u00e7\u00e3o seja verdadeiramente competente nas duas l\u00ednguas. Na Guin\u00e9-Bissau \u00e9 preciso acabar com a pol\u00edtica do <\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><i>laissez-faire<\/i><\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">, como tamb\u00e9m tem defendido o atual diretor do IILP, Incanha Intumbu<a class=\"sdendnoteanc\" href=\"#sdendnote3sym\" name=\"sdendnote3anc\"><sup>iii<\/sup><\/a>. Mo\u00e7ambique continua sem um documento oficial que explane a sua pol\u00edtica lingu\u00edstica. As \u201cl\u00ednguas nacionais\u201d de Angola s\u00f3 em 2011 foram contempladas pelo Estatuto das L\u00ednguas Nacionais de Origem Africana (ELNOA). <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">&#8211; A padroniza\u00e7\u00e3o das variedades locais do portugu\u00eas, dos crioulos e das \u201cl\u00ednguas nacionais\u201d. V\u00e1rios autores apelam \u00e0 urg\u00eancia de estudos acad\u00e9micos dos padr\u00f5es vernaculares do portugu\u00eas, dos crioulos e das \u201cl\u00ednguas nacionais\u201d. \u00c9 uma quest\u00e3o que tem a ver com a efic\u00e1cia da escolariza\u00e7\u00e3o, com a participa\u00e7\u00e3o dos cidad\u00e3os no funcionamento do estado e com a travagem da perda da diversidade lingu\u00edstica. Em rela\u00e7\u00e3o ao Brasil, Marcos Bagno defende a necessidade de uma pol\u00edtica expl\u00edcita do ensino do \u201cportugu\u00eas brasileiro\u201d e n\u00e3o de um inexistente \u201cportugu\u00eas internacional\u201d. Segundo a tese de Bagno a pretensa unidade da l\u00edngua portuguesa \u00e9 um \u201cobjeto ideol\u00f3gico\u201d, \u00fatil \u00e0s classes abastadas do Brasil, herdeiras duma sociedade escravocrata que com receios em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 maioria da popula\u00e7\u00e3o, \u201cmesti\u00e7a e pouco letrada\u201d, nas suas palavras.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">Tamb\u00e9m t\u00eam espa\u00e7o no volume outros temas: os paradigmas emergentes em \u00c1frica que defendem que o desenvolvimento do continente passa pelo resgate e o reconhecimento das l\u00ednguas e saberes tradicionais, alternativas ao paradigma do desenvolvimento e a coopera\u00e7\u00e3o; o caso de Timor-Leste como exemplo de quebra do paradigma identit\u00e1rio da l\u00edngua \u201cem favor de pol\u00edticas lingu\u00edsticas que procurem a prote\u00e7\u00e3o de interesses locais no ecossistema lingu\u00edstico global\u201d; o peso estrat\u00e9gico de Macau pelo valor econ\u00f3mico que o portugu\u00eas tem para a China, em grande medida pelos investimentos em Mo\u00e7ambique e outros territ\u00f3rios de l\u00edngua oficial portuguesa; a qualifica\u00e7\u00e3o dos professores nos pa\u00edses africanos e em Timor-Leste; a necessidade de uma pol\u00edtica lingu\u00edstica para as universidades; as pol\u00edticas lingu\u00edsticas para as di\u00e1sporas (importante especialmente na pol\u00edtica lingu\u00edstica de Portugal e Cabo Verde; que l\u00edngua estrangeira na escola brasileira e na portuguesa.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">Quando falamos de estrat\u00e9gia internacional para a l\u00edngua da Galiza conv\u00e9m termos em conta as v\u00e1rias dimens\u00f5es pr\u00e1ticas da express\u00e3o: a quest\u00e3o do padr\u00e3o ortogr\u00e1fico e lexical, como queremos situar-nos em rela\u00e7\u00e3o ao \u201csistema global das l\u00ednguas\u201d, se queremos participar (e como) nas pol\u00edticas lingu\u00edsticas comuns aos falantes do nosso mesmo tronco lingu\u00edstico nos organismos vinculados \u00e0 CPLP, como nos situamos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 diversidade lingu\u00edstica no espa\u00e7o CPLP, etc. Existem grandes intervalos entre uma estrat\u00e9gia internacional para a nossa l\u00edngua (quest\u00e3o ortogr\u00e1fica e l\u00e9xica, de comunidade cient\u00edfica, rela\u00e7\u00f5es sociais, culturais, econ\u00f3micas\u2026 o tal \u201cinput\u201d para a l\u00edngua) e uma pol\u00edtica internacionalista atenta a processos pol\u00edticos paralelos, convergentes e divergentes, aos que n\u00e3o est\u00e1 alheio o futuro da l\u00edngua portuguesa. Que o portugu\u00eas tenha um futuro pluric\u00eantrico parece inevit\u00e1vel, mas se esse pluricentrismo vai significar isolamento ou coopera\u00e7\u00e3o \u00e9 uma resposta que a lingu\u00edstica n\u00e3o pode completar. <\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p align=\"justify\"><strong>NOTAS:<\/strong><\/p>\n<div id=\"sdendnote1\">\n<p class=\"sdendnote\" align=\"justify\"><a class=\"sdendnotesym\" href=\"#sdendnote1anc\" name=\"sdendnote1sym\">i<\/a><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"> Facto que motiva a muito rica reflex\u00e3o de Carlos Reis sobre a centralidade na discuss\u00e3o sobre quem produz o conhecimento cient\u00edfico e com que autoridade para a lideran\u00e7a do processo de internacionaliza\u00e7\u00e3o da l\u00edngua portuguesa. Carlos Reis, \u201cEspa\u00e7os da L\u00edngua Portuguesa ou os perigos da \u2018imagin\u00e1utica\u2019\u201d, in <\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><i>Pelos mares da l\u00edngua portuguesa 2<\/i><\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">, Universidade de Aveiro, 2015, pp. 9-20.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdendnote2\">\n<p align=\"justify\"><a class=\"sdendnotesym\" href=\"#sdendnote2anc\" name=\"sdendnote2sym\">ii<\/a> <em><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">Pol\u00edticas lingu\u00edsticas em portugu\u00eas<\/span><\/em><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><em>,<\/em> coordena\u00e7\u00e3o de Paulo Feytor Pinto e S\u00edlvia Melo-Pfeifer, Lisboa, Lidel- Edi\u00e7\u00f5es T\u00e9cnicas, 2018.<\/span><\/p>\n<div id=\"sdendnote3\">\n<p class=\"sdendnote\" align=\"justify\"><a class=\"sdendnotesym\" href=\"#sdendnote3anc\" name=\"sdendnote3sym\">iii<\/a><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"> No artigo \u201cGuin\u00e9-Bissau: um \u2018retalho\u2019 de l\u00ednguas e culturas\u201d (2004), Incanha Intumbo defende a necessidadede guineenses, cabo-verdianos e senegaleses pensarem em conjunto o Kriol (<\/span><span style=\"color: #0000ff;\"><u><a href=\"https:\/\/www.ces.uc.pt\/lab2004\/inscricao\/pdfs\/painel66\/IncanhaIntumbo.pdf\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">https:\/\/www.ces.uc.pt\/lab2004\/inscricao\/pdfs\/painel66\/IncanhaIntumbo.pdf<\/span><\/a><\/u><\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">, acedido em 24\/10\/2020).<\/span><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 sabido que nenhuma hist\u00f3ria come\u00e7a pelo princ\u00edpio e a nossa com o espa\u00e7o da CPLP tamb\u00e9m n\u00e3o. Da parte galega contamos com a contiguidade geogr\u00e1fica e a continuidade da rela\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica com Portugal e com a realidade de suportar uma pol\u00edtica lingu\u00edstica que procura, com uma agressividade mais ou menos expl\u00edcita, limitar ao m\u00e1ximo os usos sociais da l\u00edngua da Galiza, ou garantir a supremacia incontest\u00e1vel do castelhano, que vem dar ao mesmo. Do outro lado, o portugu\u00eas foi l\u00edngua de imp\u00e9rio e a sua implementa\u00e7\u00e3o (status legal, usos sociais e padroniza\u00e7\u00e3o) foi diversa, nos s\u00e9culos e nos territ\u00f3rios. <\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":224,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[23],"tags":[50,52,51,53],"class_list":["post-220","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-leituras","tag-maria-dovigo","tag-paulo-feytor-pinto","tag-politicas-linguisticas-em-portugues","tag-silvia-melo-pfeifer","has_thumb"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/aa.academiagalega.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/220","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/aa.academiagalega.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/aa.academiagalega.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aa.academiagalega.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aa.academiagalega.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=220"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/aa.academiagalega.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/220\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":225,"href":"https:\/\/aa.academiagalega.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/220\/revisions\/225"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aa.academiagalega.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/224"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/aa.academiagalega.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=220"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/aa.academiagalega.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=220"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/aa.academiagalega.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=220"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}